sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fuga.





Seus passos ecoavam pelo corredor vazio, ele não sabia quanto tempo ainda tinha até que alguém descobrisse o enfermeiro com o pescoço quebrado sobre a maca onde ele estava amarrado poucos minutos antes, sua sorte, o enfermeiro é um maníaco sexual, um bastardo filho da puta que achou que ia se aproveitar dele quando o sedasse novamente, mas ele não sabia que Kat não havia tomado o ultimo comprimido dado durante a tarde, sendo assim, no momento em que o enfermeiro o soltou para virá-lo de costas, Kat deu-lhe um chute na altura do estomago e pulou em cima dele quebrando-lhe o pescoço. E agora estava ele, correndo pelos corredores de um manicômio que deveria estar abandonado em um local ermo da Espanha. Seu pai, seu namorado e seus amigos deviam estar desesperados à sua procura, já que pelas contas ele deveria estar desaparecido a alguns dias, só não sabia exatamente quantos. Enquanto corre Kat relembra os últimos dois anos, seu namoro com o Bruno estava super bem, lembrou dos seus amigos Paulo e Rafael cuja amizade ele valorizava imensamente, principalmente agora que Bruno também havia conquistado a amizade dos meninos, lembrou do pai que sempre estava ao seu lado desde a morte da sua mãe, ele estava no quarto período de arqueologia na faculdade, havia aprimorado suas habilidades e conhecimentos na luta contra o oculto e o místico, seu aniversário de dezenove anos se aproximava, havia ganho em um concurso uma viagem a Espanha e foi ai que tudo começou a dar errado, a viagem na verdade era uma armadilha de um antigo culto o qual Kat já havia ajudado um outro "detetive do sobrenatural" como ele a atrapalhar os planos do grupo macabro, mas eles haviam jurado vingança e sumiram, e agora ele estava aqui, correndo por esses corredores, o piso solto e quebrado em vários lugares, as paredes mofadas e descascando, fios soltos balançando perigosamente sobre poças de água no chão, por um momento ele ri e pensa: - que coisa mais clichê, pelo menos podiam ter escolhido um lugar mais original.-
De repente ele para. Parecia ter escutado algo, passos, vozes, será que já deram pela sua falta? Ele achava que não já que pelo que o notara havia sido mantido preso na ala mais afastada desse hospício. Com cuidado ele arranca a agulha com o tubo do soro que finalmente lembrara-se de tirar do braço.
O forte cheiro de mofo entrava pelo seu nariz enquanto ele andava colado à parede procurando não chamar atenção caso alguém surgisse no final do corredor.
Ele para, mas não escuta nada, então continua a correr procurando fazer o mínimo de barulho possível com seus pés descalços no corredor vazio.
Então ele vê.
A saída.
Mas ele desconfia.
Não há ninguém aqui vigiando e isso significa que, ou ele está em um lugar tão afastado de tudo que seus captores não achem que ele seja capaz de encontrar alguma ajuda, ou isso é uma armadilha e ele será capturado assim que tentar fugir, ou eles estão tão seguros de seu plano que nunca iriam imaginar que ele pudesse fugir e por isso não há ninguém vigiando a portaria.
Calmamente ele se esgueira até o balcão de informações da entrada, até o momento ninguém apareceu. Para sua sorte eles deixaram a entrada do hospício exatamente como estava talvez para não levantar suspeitas de um ocasional viajante que passasse por ali e visse portas novas em um local abandonado.
A porta estava trancada, Katsu então "escorrega" pelo buraco que há no vidro quebrado da porta e se corta no braço – droga! Espero não pegar nenhuma infecção, mas esse corte não significa nada comparado a conseguir fugir desse lugar maldito. -
Bem a tempo ele consegue passar pelo buraco sem mais nenhum corte e corre para a floresta próxima - pra isso aqui ficar mais clichê só falta eu ser perseguido por monstros na floresta, de preferência lobisomens. -
Sorrindo ele corre pela floresta, tropeçando em algumas raízes já que não nesse momento ele está pouco se importando com o cuidado de aonde deve pisar, ele só quer se afastar o mais rápido possível desse local.
Sujo e machucado devido algumas quedas ele percebe que o sol está perto de se por e até o momento aparentemente ninguém deu por sua falta ou não sabem por onde começar a procurar pelo menos ele se lembrou de apagar suas pegadas algumas vezes para tentar atrapalhar seus captores no caso dele estar sendo perseguido. Ele houve um barulho, algo parecido com um murmúrio e vai lentamente em sua direção até que encontra um rio que não parece ser muito profundo, Kat bebe um pouco de água e tem uma idéia, parece ser um pouco louca, mas no momento tudo é válido para conseguir voltar para seu pai, seus amigos e seu namorado, então ele fecha os olhos lembrando do abraço e do calor do corpo do seu namorado e do gosto do seu beijo e isso o anima para seguir em frente com seu plano, ele então passa algum tempo até que encontra um galho que agüenta seu peso dentro d'água e ele entra no rio junto com o galho e se deixa levar, na esperança de que esse rio passe perto de algum povoado, acampamento ou cidade, mas só a lembrança que ele estará ainda mais distante daquele local lhe deixa alegre.
Então ele flutua rio abaixo cheio de esperanças.




Katsuo olha para a chuva que cai lá fora...
Ele encosta a cabeça na janela e a luz que entra faz com que a sombras dos pingos que correm pela janela risquem seu rosto e se confundam com uma lágrima que cai...
Olhando para trás ele vê o vulto enrolado no lençol sobre a cama...
Seu namorado, Bruno...
Eles ainda estão juntos, o corte em suas costas dói...
Mas a lembrança dos últimos acontecimentos dói ainda mais em sua mente...
Ele estava junto com Bruno e seus dois amigos Paulo e Rafael se divertindo em um Luau quando alguns abissais apareceram, ele viu alguns colegas sendo atacados e correu para ajudá-los quando uma mão o segurou, era seu namorado tentando afastá-lo daquilo tudo, pois Bruno não sabia que aquele era um outro mundo em que Kat vivia e que ele combatia criaturas como aquelas...
Quase que Paulo e Rafael os amigos de Kat que sabem dessa estranha vida dupla que ele vive não conseguem afastar o Bruno para que assim Kat pudesse se livrar dos dois abissais, um deles ainda conseguiu atacá-lo por trás e por isso ele agora terá uma grande cicatriz em suas costas...
Após toda a confusão ter passado Bruno ficou a principio só olhando enquanto Paulo e Rafa corriam pra ajudar Kat que estava ajoelhado na areia da praia e sangrando muito, então ele se aproximou sem entender nada do que havia acontecido e sem saber o que fazer para ajudar seu namorado (se é que eles ainda seriam namorados)...
O pai de Kat estava viajando e por isso eles o levaram para casa ao invés de um hospital, ele disse que nenhum médico podia dar um jeito naqueles cortes e que tinha tudo o que precisava em casa...
Os três o levaram até em casa lhe deram um banho e seguindo suas instruções prepararam com algumas ervas uma pomada que foi colocada sobre os cortes feito pelas garras do abissal...
Depois então todos se sentaram no chão da sala para comer alguma coisa e conversar, principalmente Bruno e katsuo, que tinha muita coisa pra explicar ao namorado (será que eles ainda eram namorados?)...
Kat então contou tudo para Bruno que se não tivesse visto o ocorrido na praia dificilmente acreditaria em uma só palavra do que Kat lhe contava apesar dos meninos confirmarem tudo...
Ele quis saber por que ainda não havia sido informado disso e Kat lhe disse que por dois motivos: um por medo, pois não sabia qual seria a reação de Bruno e não queria perde-lo; o segundo era a segurança dele, pois os meninos sempre corriam algum risco por saber em que o amigo estava envolvido e Kat não queria mais ninguém se arriscando por causa dele...
Após escutar tudo Bruno pediu pra pensar um pouco e saiu ficando na chuva que caia forte do lado de fora...
Kat chorou no colo de seus amigos, não pela dor em suas costas, mas pelo medo de perder seu namorado e adormeceu no colo deles, os meninos o levaram para o quarto e se ajeitariam como sempre no quarto de hóspedes, já que não era a primeira vez que eles dormiam ali na casa de Kat...
Kat dormia um sono inquieto e levemente febril quando acordou com alguém deitando ao seu lado e tocando em seu ombro enquanto dizia: Eu te amo, então, por favor, não me esconda mais nada, nunca mais...
Então virou e sentiu os lábios de Bruno contra os seus e deitou sua cabeça em seu peito e adormeceu...
Ainda inquieto e com dor ele levantou sorrateiramente da cama para não acordar seu namorado e ficou ali, olhando pela janela a chuva que cai do lado de fora e pensando que ao mesmo tempo em que está feliz, pois seu namorado continua ao seu lado, ele também está triste, pois ele não quer que o Bruno se machuque tentando ajudá-lo, ele já vive bastante preocupado por causa dos meninos que tantas vezes se meteram no meio de coisas que eles nunca entenderam direito...
Agora ele está ali vendo seu namorado em sua cama, dormindo, sem saber ao certo como será o futuro, não só deles dois, mas deles quatro, pois pelo jeito agora eles são uma equipe...
Ele volta para a cama e deita junto de Bruno abraçando-o por trás e adormecendo assim, juntos, quem sabe agora, pra sempre...

Vivendo...

Droga...
Porque no Brasil?
Porque eu tinha que ter nascido logo aqui?
Eu queria ver Constantine se virar do jeito que ele faz se tivesse nascido aqui.
A porcaria do livro que eu preciso é uma raridade e não existe por aqui.
Que merda!
Preciso encontrar alguém que possa me emprestar esse livro.
Ou que pelo menos me ajude a encontrar o que eu preciso.
Outra vez apareceram abissais em locais públicos.
Isso é um cu.
E sujo ainda por cima porque a coisa vai começar a feder se isso continuar assim.
Pior que eu não sei o que anda acontecendo pelo resto do mundo.
Ia ser muito azar se isso só estivesse acontecendo aqui.
Isso é uma mulésta dos cachorro viu.
Murrinha.
Gota serena.
Ô raiva da bobônica.
Detesto ficar assim, voando, sem entender o que ta acontecendo.
Bem deixa eu ir pra casa que os meninos vão passar por lá pra gente sair.
O carnaval nem acabou direito e haja festa de ressaca do carnaval hushusahusahushusa.
Pelo menos Bruninho vai ta lá.
Vô beijar muito.
Essa semana foi um saco no colégio, dois testes seguidos, o de matemática e o da lesada da professora de química.
Chata, arrogante e jura que é a tal. Se sente a ultima coca-cola do deserto.
É falta de homem, só pode ser.

Kat então vai correndo pra casa.
Conversa um pouco com seu pai que cobra que ele ainda não levou o namorado pra ele conhecer, Kat diz que se não tiver nenhum problema talvez ou ele vá dormir na casa do Bruno ou Bruno durma lá e que se ele for dormir na casa do Bruno ele vai deixá-lo em casa no outro pela manhã e que assim o pai dele pode conhecê-lo.
O pai de Kat concorda.
Ele da um beijo no pai e vai tomar um banho e se arrumar, pois logo os amigos estariam batendo na porta dele.
Desde a morte da mãe que Kat e o pai se tornaram mais unidos.
Eles aceitaram numa boa o fato dele ser gay, a única coisa é que sempre pediam pra conhecer o menino com quem ele namorasse, nem precisava ficar naquele lance de namorar em casa, só precisavam saber quem era.
O fato de Kat ser filho único só fez aumentar os cuidados do pai dele, mas este não se tornou nenhum paranóico que impedia Kat de sair com os amigos.
Sorte de Kat o pai não saber das coisas em que ele se envolvia como as aparições dos abissais.

O senhor Kaneda Okabe e sua esposa Claudia nunca disseram nada sobre o filho ser bruxo, no começo acharam estranho por não entenderam, mas quando ele explicou como era e quando eles viram umas das reuniões que ele participava ficaram tranquilos.
Kat vestiu uma roupa simples.
Um tênis preto, calça jeans também preta e uma camisa com uma foto de Ryuichi, um personagem de um desenho japonês: Gravitation.Assim que saiu do quarto viu Paulo e Rafael conversando com seu pai, se despediu dele e foi com os amigos se encontrar com o namorado que estaria com os pais e iria passar em casa primeiro para então se encontrar com eles.

Mais um dia...

Como sempre o pai de Katsuo saiu cedo pro trabalho.
Ele trabalha com a parte gráfica de um jornal local.
Kat acorda toma seu café e vai para o colégio.
O salário do pai daria para ele estudar em um colégio particular.
Mas ele se recusou a ir para um então estuda em uma escola pública perto de sua casa.
Até porque depois da morte de sua mãe em um assalto perto de sua casa (violência urbana faz mais uma vitima, foi o que disse o jornal), seu pai começou a entrar em depressão e Kat faz de tudo para não preocupá-lo.
Bairro da Encruzilhada.
Kat mais uma vez entra no colégio para assistir as aulas.
Cansado, corpo dolorido pela luta e puto da vida por não ter ficado com o carinha por quem tá apaixonado Kat tenta se concentrar nas aulas.

Ele fica desesperado com seu professor de história.
/ Como alguém pode ser tão ruim assim? /

As vezes ele se distrai um pouco olhando para alguns de seus amigos na classe.

/ Paulo ta malhando. Ta ficando muito gostosinho o safado. Pena que é galinha, o bilhete dele dizendo que queria repetir o que fizemos durante o passeio do colégio me deixou com tesão, mas pô agora tô com o Bruninho que quer um lance serio comigo.
E o Rafa?
Outro que também ta malhando e ficando ainda mais gostoso, ah aquelas pernas, aquela bundinha empinada, ah muleque!
Mas deixa eu quieto.
Meu negão ontem me deu um amasso de primeira, que é aquilo?
Eu tava quase dando pra ele ali mesmo onde a gente tava. E ele também tem uma bundinha toda empinadinha, mas tem uma ferramenta enorme no meio das pernas, ele vai ter que ir com jeitinho pra não me rasgar em dois hehehehe. Mas também quero pegar de jeito aquela bundinha sarada dele.
Foda foi aqueles abissais terem aparecido logo ali.
Minha sorte é que o Bruno foi atrás da irmã e da prima, se não ele ia querer me proteger e eu não ia poder tirar aquelas coisas do meio do povo.
Saco o professor de matemática vai fazer teste essa semana. /

Hora do intervalo, é hora de azaração, mas ele fica pensando no Bruno, tentando fugir dos seus amigos, mas não consegue.

=" E ai japa? Fugindo da gente?"
-"Eu? Que é isso? É que agora eu tenho que me comportar.
="Se comportar porque? Quer dizer que tu não ta sentindo falta do Paulo e do Rafinha aqui? Teu loirinho e teu moreno."
-" Nem é isso não gente. Eu agora tô num lance sério e vocês sabem que quando eu tô namorando eu sou fiel. Nem vocês dois ficando nus na minha frente eu vou trair o Bruno."
=" Bruno? Peraí? Tu ta namorando com aquele negão sarado? Tu ta pegando o filhinho de papai? Ta podendo ein japa? E ai quem ja comeu quem nesse namoro?"
-"Calma ai Paulo. A gente não transou ainda não. Como eu disse o lance é namoro sério. Eu sei que vocês dois conhecem ele e sabem também que ele é quieto na dele."
="Porra Kat e a gente? Vai ficar na mão?"
-"Rafa nenhum de vocês dois tem direito de reclamar de nada, a gente curtiu legal, mas vocês sabem que eu sempre quis namorar com um de vocês dois, ou até mesmo com os dois juntos, mas vocês não querem nada sério, então me desculpem, a amizade da gente não muda em nada, só não rola mais sexo, se bem que eu sei que vocês dois safados sempre vão ficar tirando casquinha de mim né? Seus pestes."

Os meninos riem. Apesar de saber que agora não rola mais nada entre eles e Katsuo eles se gostam muito, e sabem que nada vai mudar na amizade e confiança que existe entre os três.

="Kat, mas e ai? Ele já sabe?"
- Do que? Que eu fiquei com vocês? Já e ele levou na boa, só disse que agora eu sou só dele e de mais niguém heheheheh."
="Puts tu contou pra ele? Tu é doido, mas nem era sobre isso não, era sobre o lance de tu ser bruxo e tal. A gente viu quando tu saiu correndo pra cima daqueles bichos que apareceram lá no antigo ontem. Só achei estranho que os jornais disseram que foi tumulto por causa de briga e que tinha arma no meio, mas só, ninguém falou dos bichos feios."
-" Normal. Tem gente infiltrada nos jornais pra mudar esse tipo de noticia. Só os sensacionalistas, aqueles que só falam bobagem é que ninguém se preocupa se eles publicarem algo, só os doidos acreditam naquilo ali mesmo. Mas em relação ao Bruno. Bem eu ainda não contei. Eu tenho medo dele me rejeitar por causa disso, me achar um louco, sei lá. Meu namoro com ele ta indo tão legal. Mas eu preciso contar pra ele. Ele me pede pra confiar nele. Por isso que eu contei de nós três pra ele. Ele já tinha sacado umas brincadeiras entre a gente e me perguntou porque que vocês tinham uma liberdade maior comigo do que meus outros amigos. Ai contei não só da amizade da gente, mas também do que rolou. Ele disse que vocês eram burros, pois podiam os dois ta namorando comigo e agora eu sou só dele kkkkkkkkkk."
="Que cara folgado, mas ele ta certo, a gente vacilou, mas uma coisa eu digo, eu não sei o Rafa se ele topa, mas se topar, vai ser perfeito. Se teu lance com o Bruno não render, eu quero namorar sério com você e quem sabe a gente não pode namorar os três juntos. Pô a gente se conhece e se curte faz muito tempo, eu acho que daria certo sim, que tu acha Rafa?"
=" Cara eu tô dentro. Curto demais vocês dois, o que acontece entre a gente é muito legal e eu concordo com o Paulo, a gente foi muito burro de te perder, mas é isso ai Kat, agora já ta sabendo. Se teu namoro não der certo você quer namorar sério com a gente? Além da amizade e do que já rolou entre nós, ainda tem que sabemos desse teu lance misterioso ai. E ai que tu responde?"

Kat fica sem reação por alguns minutos. Ele não acredita que acaba de ouvir uma declaração dos seus amigos e que foi pedido em namoro pelos dois se o relacionamento dele com Bruno não der certo.

-"Cara eu to aqui ainda lesado com isso, vocês dois me pedindo em namoro, dizendo pra rolar um relacionamento a três. Putz. Essa eu não esperava mesmo. Mas quer saber. Bem. Se meu namoro com o Bruno não der certo, pois ainda não contei pra ele que sou Bruxo, eu aceito namorar com vocês dois sim."

Então com um enorme sorriso na cara Paulo e Rafael abraçam Katsuo e dão um selinho nele que termina virando um beijo a três. Ainda bem que eles sempre conversam num local aonde podem ficar a vontade sem grandes problemas, mas eles sabem que não é bom dar muita bobeira. A amizade deles a partir de agora se torna ainda mais forte, pois os três sabem que ela pode ser tornar um relacionamento que com certeza vai durar pra sempre se acontecer.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Inicio?

O barulho da água batendo em suas costas era ritmado e monoto.
Sua cabeça encostada na parede.
Seu corpo tentando relaxar.
Os musculos ainda tensos por causa do que acontecera.
Aos 17 anos, Katsuo Okabe, filho de japoneses e brasileiros, 1,82, 80kg distribuidos em um corpo esculpido pelo judô e natação. Cabelos negros. Seria um japonês tipico se nao fosse a herança que recebera da mãe. Um lindo par de olhos verdes como jade e a pele morena.
Ele ainda estava tentando entender como aqueles abissais tinham conseguido abrir um portal que foi parar exatamente no no meio do Recife Antigo.
Ainda bem que só eram dois deles, e pelo jeito não sabiam bem lidar com o feitiço que usaram pra sair do abismo, pois eles deviam ter aparecido em um local longe dos humanos.
O arranhão em suas costas ainda arde ao contato com a água gelada que cai sobre ele.

-" Logo hoje tinha que ter acontecido isso.
Logo hoje que saí com o Bruno oficialmente como namorados, e como o muleque beija bem. Nossa!"

Ao lembrar do beijo e do corpo do seu namorado Kat não se preocupa em conter a ereção que ocorre. Talvez quem sabe isso ajude a aliviar a tensão que seu corpo sente após a luta com os dois abissais.
Então suas mãos percorrem seu corpo.
Seus dedos tocam seus mamilos provocando um arrepio involuntario e um pequeno sorriso em sua boca sensual.
Sua mão toca seu membro que reage automaticamente ficando ainda mais duro.
Ele não precisa se masturbar.
Apenas com o toque de suas mãos em seu corpo imaginando como seria bom estar na cama com Bruno o fazem chegar rapidamente a um gozo intenso.
Fazendo com que todo seu corpo relaxe.
Ele então termina seu banho, pois tem que dormir cedo.
Precisa estar descansado pois amanhã além do colégio ele ainda tem cursinho.
Ele quer ser arqueólogo e sabe que o vestibular não é nada fácil.
Ele nem coloca uma roupa nem nada.
Nu se joga em sua cama e dorme.